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segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nasa divulga a descoberta de um novo planeta



Foram encontrados água e substâncias básicas para a existência de vida.
Pesquisadores acreditam na existência de planetas semelhantes.

A Nasa (Agência Espacial Americana) anunciou a descoberta de um segundo planeta fora do sistema solar onde foram encontrados água e outras substâncias básicas para a existência de vida.


O planeta gigantesco não é habitável. É quente e gasoso e fica bem distante do Sistema Solar.

No fim do ano passado, a Nasa tinha identificado o primeiro planeta fora do Sistema Solar a possuir elementos químicos que poderiam permitir a existência de vida.

Com o anúncio de hoje, os pesquisadores acreditam que possa haver outros planetas com as mesmas características.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cientista da Nasa é preso ao tentar vender informações


Promotores americanos acusaram formalmente ontem um cientista que trabalhou para a Nasa (agência espacial dos EUA) de tentar vender informações confidenciais a um agente do FBI [polícia federal americana] que se passou por oficial da inteligência de Israel.
Stewart David Nozette, 52 - que atuou como chefe da recente expedição à lua na qual astronautas descobriram água - foi preso e acusado formalmente pela "tentativa de fornecer informações confidenciais", informou o Departamento de Justiça americano. O cientista, de Maryland, deve comparecer em uma corte federal em Washington.
Nozette trabalhou em vários setores da Nasa e do Departamento de Energia. Em 1989 e 1990, ele prestou serviços para o Conselho Espacial Nacional da Casa Branca. De 1998 a 2008, de acordo com a acusação, ele atuou como consultor técnico para uma companhia pertencente ao governo de Israel, recebendo US$ 225 mil [cerca de R$ 384 mil] durante o período. A acusação não aponta se o governo israelense teria violado a lei americana.
Durante o encontro com o agente do FBI, Nozette disse que teria acesso a informações de satélite dos EUA. Ele afirmou ainda que estaria disposto a responder a perguntas a respeito das informações em troca de dinheiro. Ele concordou em transmitir informações regularmente e pediu para obter um passaporte israelense.
Uma semana depois, o FBI pediu informações de satélite a Nozette e lhe entregou uma lista de perguntas a respeito. Os agentes pagaram US$ 2.000 [cerca de R$ 3.420] ao cientista. Posteriormente, os agentes do FBI pediram por mais informações, que também foram fornecidas, em troca de um pagamento de US$ 9.000 [cerca de R$ 15.300].

Astrônomos descobrem 32 planetas fora do Sistema Solar

Astrônomos anunciaram nesta segunda-feira (19/10/2009) a descoberta de 32 novos exoplanetas - assim chamados por estarem fora do Sistema Solar.

Segundo os cientistas, os exoplanetas têm tamanhos que variam de cinco vezes a massa da Terra a até entre cinco a dez vezes a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema.

Para identificar os corpos celestes, os cientistas do European Southern Observatory, trabalhando no observatório de La Silla, no Chile, utilizaram um instrumento de rastreamento muito sensível, o espectômetro Harps (sigla de High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher, ou "rastreador de planetas por velocidade radial de alta precisão", em tradução livre).

A descoberta - que eleva o número de exoplanetas conhecidos para mais de 400 - deixou os astrônomos entusiasmados porque indica que pode haver inúmeros planetas de pouca massa para os padrões astronômicos, como a Terra, em nossa galáxia.

"A partir (dos nossos) resultados, sabemos agora que pelo menos 40% das estrelas do tipo solar têm planetas de pouca massa. Isso é realmente importante, porque significa que planetas com pouca massa estão em toda a parte, basicamente", explicou Stephane Udry, da Universidade de Genebra, na Suíça.

"O que é muito interessante é que modelos estão prevendo (os planetas), e nós estamos encontrando (os planetas), e além disso, os modelos estão prevendo ainda mais planetas de massas menores, como a Terra".

Tamanhos
O Harps usa um método indireto de detecção que indica a existência de planetas a partir da forma como sua gravidade faz com que uma estrela-mãe pareça piscar em seu movimento pelo céu.

Para detectar os exoplanetas, a astronomia está trabalhando no limite da tecnologia atual. A maioria dos que foram encontrados até agora são do tamanho de Júpiter ou maiores.

O instrumento Harps, no entanto, está sendo usado para verificar estrelas pequenas, relativamente frias, na esperança de encontrar planetas de baixa massa, aqueles com maior probabilidade de se parecer com os planetas rochosos do nosso Sistema Solar.

Dos 28 planetas conhecidos com massas com menos de 20 vezes a massa da Terra, o Harps já identificou 24 e seis destes estão no grupo anunciado recentemente.

"Temos dois candidatos com cinco vezes a massa da Terra e dois com seis vezes a massa da Terra", afirmou Stephane Udry.

Anteriormente, o Harps já tinha identificado um objeto que tinha apenas duas vezes a massa da Terra.

Os cientistas buscam encontrar planetas rochosos que orbitem uma "área habitável" ao redor de uma estrela - ou seja, uma região do espaço em que o planeta tenha temperaturas em uma faixa que poderia abrigar a presença de água em estado líquido.

Cientistas acreditam que a introdução de novas tecnologias, mais sensíveis, vai permitir que eles identifiquem estes objetos dentro de apenas alguns anos.

Os exoplanetas habitáveis

Da Folha


Gêmea da Terra será descoberta em dois anos, afirma cientista.
Suíço Michel Mayor ajudou a achar 150 de 350 planetas fora do Sistema Solar
Para o pesquisador, avanço das técnicas de detecção ajudará a flagrar astro como o lar do homem; próxima fase é ver se pode ter vida
25/abril/07 ESO/France Presse

RAFAEL GARCIA

ENVIADO ESPECIAL AO RIO DE JANEIRO
O astrônomo Michel Mayor, da Universidade de Genebra (Suíça), diz que a ciência nunca esteve tão perto de achar um planeta “gêmeo” da Terra fora do Sistema Solar. “Temos grande chance de fazer isso nos próximos dois anos”, afirma.
Mayor está hoje no Rio para falar sobre o que aprendeu desde que achou o primeiro exoplaneta (planeta fora do Sistema Solar) conhecido, orbitando a estrela 51 Pegasi, em 1995.
Ele foi pioneiro no uso da técnica para medir o movimento de estrelas analisando distorções na frequência de sua luz -o chamado efeito Doppler. Quando um planeta gira em torno de seu sol, ele o faz “rebolar” um pouquinho, e a velocidade desse rebolado pode ser detectada assim.
Em entrevista num dos intervalos da assembleia da IAU (União Astronômica Internacional), Mayor disse o que espera ver nos próximos anos.

FOLHA – O que o sr. veio apresentar no encontro aqui no Rio?
MICHEL MAYOR -
Vim mostrar que aquilo que descobrimos nos últimos dois anos foi uma grande população de planetas de baixa massa. Isso significa massas poucas vezes maiores que a da Terra ou a massa de Netuno. Mais ou menos entre 5 e 20 vezes a massa da Terra. Essa população parece ser bastante frequente. Um terço das estrelas de tipo solar tem esse tipo de planeta perto delas.
As propriedades desse novo tipo de planeta são bem diferentes daquilo que vínhamos descobrindo há alguns anos, que são planetas gasosos gigantes. O recorde é um planeta com uma massa 1,9 vez a da Terra. Estamos perto de achar um de massa igual ao nosso.
FOLHA – Como o sr. faz para detectar a presença desses planetas? Existem várias maneiras, não?
MAYOR -
A técnica que estou usando é a do efeito Doppler. Nós tentamos detectar mudanças nas velocidades de estrelas devido à influência gravitacional dos planetas. Mas, recentemente, nos últimos dois anos, grandes progressos foram feitos também por pessoas que estão procurando planetas em trânsito na frente de suas estrelas. É possível achá-los porque eles causam uma pequena queda na luminosidade.
Recentemente, houve uma descoberta interessante feita pelo satélite francês Corot, que achou planetas com poucas vezes a massa da Terra. Estou certo de que nos próximos dois anos temos uma chance bastante grande de detectar um planeta com massa tão pequena quanto a da Terra.
FOLHA – Isso vai acontecer com a técnica que o sr. usa ou com as técnicas usadas pelo Corot?
MAYOR -
Com as duas. Nós estamos competindo, e as técnicas são complementares.
FOLHA – Alguns poucos estudos relataram ter conseguido ver planetas diretamente. Isso é uma técnica promissora também?
MAYOR -
Sim, mas a luz direta é uma técnica bem diferente. Uma vez que o planeta esteja atrás da estrela, você tem uma pequena queda da luminosidade infravermelha. Isso é um tipo de detecção direta. Outra, direta, é a produção de imagem com óptica adaptativa avançada, uma técnica que corrige a turbulência da atmosfera. Aí você consegue ver pontos minúsculos perto da estrela.
FOLHA – Quantos planetas seu grupo detectou até agora desde 1995, quando achou o primeiro?
MAYOR -
Grupos do mundo inteiro detectaram até agora cerca de 350 planetas. Eu e minha equipe podemos reivindicar a descoberta de 150 deles.
FOLHA – Agora que vocês conhecem tantos planetas, é possível dizer se o Sistema Solar é especial?
MAYOR -
Temos de ser cautelosos com essa pergunta, porque a amostra de planetas que temos na verdade é ainda pequena. Mas, ao que parece, o Sistema Solar não é nem de longe um exemplo típico. Em todos os sistemas nos quais descobrimos planetas gigantes, eles têm órbitas muito excêntricas [ovaladas], enquanto no Sistema Solar elas são mais circulares.
Com relação aos planetas de baixa massa, descobrimos sistemas com diversos planetas com massa da escala de duas Terras, orbitando perto da estrela, o que não existe no Sistema Solar. Então, em muitos aspectos, o Sistema Solar é diferente daquilo que temos visto.
Mas ainda não podemos dar declarações definitivas. A visão que temos ainda é enviesada.
FOLHA – O que fez o número de planetas detectados aumentar tanto desde 1995? Foi o poder dos telescópios ou os astrônomos aprenderam a olhar para os lugares certos?
MAYOR -
Os telescópios tiveram avanços importantes, mas não no poder de coletar luz, que está relacionado ao tamanho do telescópio, e sim na instrumentação. Por exemplo, a precisão típica que tínhamos 15 anos atrás, quando descobrimos o planeta 51 Pegasi b [medindo a velocidade de sua estrela-mãe] era de 51 metros por segundo. Hoje chegamos a uma precisão de 3 m/s.
FOLHA – A detecção de um planeta na zona “habitável”, onde a água líquida está presente, será possível?
MAYOR -
Sim, na verdade, três meses atrás, quando anunciamos a descoberta de um planeta novo em torno da estrela Gliese 581, nós corrigimos os parâmetros orbitais de um planeta mais nesse sistema. É um planeta com sete vezes a massa da Terra, localizado na “zona habitável” na órbita da estrela.
FOLHA – Os instrumentos já têm capacidade de investigar a química desses planetas?
MAYOR -
Já houve alguns avanços na análise da composição atmosférica. Mas estamos longe de ter capacidade de detectar a chamada “assinatura” química que a vida deixaria num exoplaneta igual à Terra.
FOLHA – Quinze anos atrás, quando o sr. achou o primeiro exoplaneta, já imaginava que hoje teríamos conseguido achar mais 350?
MAYOR -
Absolutamente, não. Quando descobrimos aquele planeta, era apenas um. Não tínhamos como extrapolar dados para estimar quantos mais poderiam ser detectados. Um ano depois, quando apareceram alguns outros, começamos a pensar: “OK, temos chance de ver mais deles; não é um objeto tão raro”. Ainda assim, ninguém imaginava que o campo de pesquisa cresceria tanto. Hoje, há alguns milhares de pessoas trabalhando nisso.
FOLHA – Quando o sr. descobriu 51 Pegasi b, estava procurando planetas deliberadamente ou houve um componente de sorte?
MAYOR -
Nós construímos os instrumentos para conseguir captar com precisão as velocidades e, assim como outros astrônomos, tivemos de fazer pedidos de tempo de observação para o comitê que controlava os telescópios. Ainda hoje temos de fazer isso, e sempre está escrito nos requerimentos que a intenção é detectar planetas gigantes. Não foi sorte.
FOLHA – O que está acontecendo de importante sobre exoplanetas aqui no encontro do Rio?
MAYOR -
Uma coisa importante é que três anos atrás nós não tínhamos nenhuma comissão sobre exoplanetas na IAU. Quinze anos atrás não existia nada mesmo e, há poucos anos, demo-nos conta de que o campo é muito importante. Hoje já existem inúmeras conferências internacionais sobre o assunto, talvez até demais.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ônibus espacial Atlantis é levado à plataforma de lançamento

Ele parte para uma das últimas missões dessa família de naves; decolagem está prevista para 12 de novembro






Carlos Orsi, do estadao.com.br
SÃO PAULO - O ônibus espacial Atlantis fez um percurso de seis horas sobre um veículo especial par achegar á plataforma de lançamento em Cabo Canaveral da onde decolará, em 12 de novembro, rumo à Estação Espacial Internacional (ISS).
O Atlantis, no início de sua jornada para a plataforma de lançamento 39A. John Raoux/AP

Esta é uma das últimas missões previstas para a frota de ônibus espaciais americanos, que, em princípio, deverá ser aposentada no fim de 2010. Após o retorno do Atlantis, restam apenas mais cinco voos previstos para a frota.

O ônibus espacial aproxima-se da plataforma da onde deve partir em novembro. John Raoux/AP

A missão, designada pelo código STS-129, levará sete astronautas ao espaço, durará onze dias e prevê três caminhadas espaciais. Os astronautas realização três caminhadas espaciais e instalarão duas plataformas na parte externa da ISS.

Essas plataformas serão usadas para armazenar ferramentas e peças sobressalentes para a manutenção da Estação.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rússia espera que EUA prorroguem uso de ônibus espaciais

A Nasa prevê oficialmente apenas mais seis voos de ônibus espaciais, com o último ocorrendo em 2010 ou 2011.
MOSCOU - A Rússia tem a esperança de que os Estados Unidos adiem o prazo final para a aposentadoria dos ônibus espaciais para além de 2011, e tem informações, ainda extraoficiais, de que a medida é plausível, disse o chefe da agência espacial russa.


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A Nasa prevê oficialmente apenas mais seis voos de ônibus espaciais, com o último ocorrendo no segundo semestre de 2010 ou no início de 2011, depois de completada a construção da Estação Espacial Internacional (ISS). A frota então seria aposentada.

Mas o chefe da Roscosmos, a agência espacial russa, disse que preferiria ver novos voos de ônibus espaciais para depois de 2011.

"De algumas fontes ouvimos que é possível estender a vida do ônibus espacial para além de 2011", disse Anatoly Perminov, segundo a agência de notícias RIA.

"Então, a situação mudaria de modo substancial e seria possível trabalhar em conjunto com os americanos, diferente do que ocorre hoje, quando o maior fardo (da ISS) está no lado russo", disse Perminov, segundo a mídia russa. Ele disse que a informação sobre a prorrogação do uso das naves americanas não chegou por canais oficiais.

O plano atual da Nasa, elaborado durante o governo de George W. Bush e sob revisão da administração Obama, é completar as obras da ISS, aposentar os ônibus espaciais e criar um novo sistema para levar astronautas ao espaço. No entanto, esse sistema, composto pelos foguetes Ares e pela cápsula Órion, não ficará pronto antes de 2015.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Descoberto maior anel do Sistema Solar na Órbita de Saturno




O telescópio espacial Spitzer detectou na órbita de Saturno o maior anel do sistema solar, que se estende a 13 milhões de quilômetros de distância do planeta e está 50 vezes mais longe que os anéis mais conhecidos.

As imagens registradas pelo telescópio da Nasa (agência espacial americana) mostram um círculo de pó de dimensões nunca vistas até o momento e que poderia ter se formado, segundo os especialistas, a partir de restos desprendidos da lua de Saturno Febe após pequenos impactos, segundo publica hoje a revista científica "Nature".
Até agora, o maior anel deste planeta - e também do sistema solar - era o "E" (os anéis de Saturno estão classificados em ordem alfabética, segundo a ordem em que foram descobertos), que rodeia o planeta a uma distância de 240 mil quilômetros.
Uma das peculiaridades do anel recém descoberto é que conta com uma inclinação de 27 graus em relação ao plano no qual está o resto dos anéis, algo que levou os pesquisadores a pensarem que sua origem pode estar relacionada com a lua Febe, que também se inclina ao redor de Saturno.