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terça-feira, 24 de novembro de 2009

Galáxia canimbal

SÃO PAULO – Diferentes instrumentos são combinados para detectar a refeição mais recente da galáxia canibal Centaurus A.
Localizada a 11 milhões de anos-luz da Terra, ela possui um buraco negro central de massa equivalente a 200 milhões de sóis – ou 50 vezes tamanho do buraco negro localizado no centro da Via Láctea.

Além das medidas superlativas, a Centaurus A (oficialmente conhecida como NGC 5128) possui uma camada de poeira que, há muito, acreditava-se ser causada pela sua fusão com outra galáxia menor.
Imagens em comprimentos quase infravermelhos captadas pela Agência Espacial Européia mostram pela primeira vez que, por trás dessas nuvens, está um anel de estrelas. A estrutura possui mais de 16.500 anos-luz de comprimento, e seus detalhes foram captados por outro instrumento, o Telescópio Espacial Spitzer, da NASA.
Baseado nos dados desses dois instrumentos, o Observatório do Sul Europeu conseguiu enxergar a última refeição desta galáxia canibal (que cresce se alimentando de outras): uma pequena galáxia em espiral, torcida e amassada.
De acordo com os cálculos, ela teria sido consumida entre 200 milhões e 700 milhões de anos atrás e, por possuir grandes quantidades de gás, disparou o surgimento de novas estrelas em Centaurus.
Os cientistas acreditam que imagens como essas podem ajudar a fornecer pistas sobre o processo de fusão de galáxias. Para quem quer ver mais fotos, o site do ESO disponibiliza versões em TIFF e JPEG para download.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Nasa e Microsoft criam site dedicado a Marte



Os “amantes” de Marte dispõe agora de um portal criado pela Nasa e pela Microsoft, que visa ajudar os cibernautas a conhecer e a colaborar nas investigações sobre o planeta vermelho.

"Estamos num momento da história em que todos querem ser exploradores e com tantos dados disponibilizados, explorar este planeta tornou-se numa tarefa conjunta de todos os seres humanos", referiu Doug McCuistion, director do programa de exploração de Marte da NASA.

Os criadores do"Be a Martian" acrescentaram ainda que este projecto surgiu da responsabilidade social da Nasa e da Microsoft em impulsionar a ciência e a educação tecnológica. "Explorar Marte inspira pessoas de todas as idades. Estamos especialmente ansiosos para estimular os jovens a descobrirem mais sobre o planeta", afirmou Charles Elachi, director do Jet Propulsion Laboratory.

Ambas as instituições esperam colaborações dos quatro cantos do mundo, que ajudarão no trabalho dos cientistas especializados. Um exemplo disso, é a criação de mapas que permitirão interpretar as mudanças na superfície marciana.

Além de ajudarem nas investigações, os cibernautas poderão participar em chats e fóruns, sugerindo perguntas e temas de discussão.

Acelerador de partículas é religado e pode indicar origem do universo

Acelerador de partículas será religado neste fim de semana

Da Redação, com EFE

tecnologia@eband.com.br



Acelerador de partículas será religado neste fim de semana
O maior acelerador de partículas do mundo, construído pelo Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), voltou às atividades neste final de semana após 14 meses de manutenção. Em setembro de 2008, o equipamento havia sido testado por poucas horas antes de apresentar um grave defeito.


De acordo com o porta-voz do Cern, James Gillies, os cientistas vão injetar no acelerador um feixe de prótons entre sábado e domingo para que a máquina dê uma volta completa no túnel de 27 quilômetros de comprimento, situado a 100 metros de profundidade sob a fronteira entre a Suíça e a França.


A circulação de partículas irá começar inicialmente em baixa energia, com 450 GeV (gigaeletrons volts). Depois que os cientistas começarem a injetar feixes em direções opostas, as primeiras colisões começarão a ser produzida nessa velocidade. A potência da circulação de prótons irá aumentar gradativamente e chegar ao momento mais esperado e temido por cientistas: as primeiras colisões de partículas em uma velocidade próxima a da luz.


Segundo cálculos, essa velocidade que pode ser atingida em janeiro poderá recriar os instantes posteriores ao Big Bang. O fenômeno dará informações sobre a formação do universo e confirmará ou não a teoria da física, baseada no Bóson de Higgs.


A existência dessa partícula, que deve seu nome ao cientista que há 30 anos previu sua existência, é indispensável para explicar por que as partículas elementares têm massa e por que as massas são tão diferentes entre elas.


Mas nem todo mundo apóia a experiência. Um grupo contrário ao experimento apresentou nesta sexta-feira uma denúncia ao Conselho de Direitos Humanos sobre o "perigo" que a população está exposta com esse teste. Eles alegam que com as colisões de alta energia, a matéria estará em um estado jamais observado antes, por isso que reiteraram o temor pelo surgimento de um buraco negro capaz de aspirar tudo o que estiver ao redor, provocando assim o fim do mundo.


O acelerador do Cern custou de 4 bilhões de euros. O gigantesco equipamento foi construído em 12 anos com a colaboração de 7 mil cientistas.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Nasa anuncia descoberta de grande quantidade de água na Lua

LOS ANGELES - Cientistas da Nasa (Agência Espacial dos Estados Unidos) anunciaram nesta sexta-feira a descoberta de grande quantidade de água na Lua. A descoberta faz parte da missão "suicida" da sonda "LCROSS", que colidiu contra a superfície da Lua em outubro deste ano.





A sonda LCROSS viajou para a Lua durante três meses, carregada por um estágio do foguete Atlas chamado Centauro. Os dois artefatos foram lançados contra a cratera lunar Cabeus.
 
Os dois artefatos foram lançados nesta manhã contra a cratera lunar Cabeus.
 
Centauro bateu contra Cabeus a uma velocidade de nove mil quilômetros por hora, criando uma cratera de 20 metros de diâmetro por cinco de profundidade.
O impacto lançou cerca 350 toneladas de material lunar a até 10 km de altura. A sonda LCROSS, com 891 quilos, sofreu o mesmo destino do Centauro, quatro minutos depois, o tempo necessário para que seus nove instrumentos, entre eles três espectrômetros, possam captar e determinar a natureza das partículas projetadas pelo primeiro impacto, e transmitir os dados à Terra.
Os cientistas buscavam determinar se há água congelada no fundo da cratera, que jamais recebe a luz solar e tem temperaturas médias de 240 graus negativos.
A sonda, chamada de LCROSS (Lunar Crater Observation and Sensing Satellite), partiu da Terra em junho passado, a bordo de um foguete Atlas V, junto à sonda LRO (Lunar Reconaissance Orbiter), encarregada de elaborar uma carta detalhada do único satélite natural do nosso planeta.
Os dois artefatos integram a primeira missão do programa Constellation, que prevê a volta do homem à Lua a partir de 2020.




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nasa divulga a descoberta de um novo planeta



Foram encontrados água e substâncias básicas para a existência de vida.
Pesquisadores acreditam na existência de planetas semelhantes.

A Nasa (Agência Espacial Americana) anunciou a descoberta de um segundo planeta fora do sistema solar onde foram encontrados água e outras substâncias básicas para a existência de vida.


O planeta gigantesco não é habitável. É quente e gasoso e fica bem distante do Sistema Solar.

No fim do ano passado, a Nasa tinha identificado o primeiro planeta fora do Sistema Solar a possuir elementos químicos que poderiam permitir a existência de vida.

Com o anúncio de hoje, os pesquisadores acreditam que possa haver outros planetas com as mesmas características.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cientista da Nasa é preso ao tentar vender informações


Promotores americanos acusaram formalmente ontem um cientista que trabalhou para a Nasa (agência espacial dos EUA) de tentar vender informações confidenciais a um agente do FBI [polícia federal americana] que se passou por oficial da inteligência de Israel.
Stewart David Nozette, 52 - que atuou como chefe da recente expedição à lua na qual astronautas descobriram água - foi preso e acusado formalmente pela "tentativa de fornecer informações confidenciais", informou o Departamento de Justiça americano. O cientista, de Maryland, deve comparecer em uma corte federal em Washington.
Nozette trabalhou em vários setores da Nasa e do Departamento de Energia. Em 1989 e 1990, ele prestou serviços para o Conselho Espacial Nacional da Casa Branca. De 1998 a 2008, de acordo com a acusação, ele atuou como consultor técnico para uma companhia pertencente ao governo de Israel, recebendo US$ 225 mil [cerca de R$ 384 mil] durante o período. A acusação não aponta se o governo israelense teria violado a lei americana.
Durante o encontro com o agente do FBI, Nozette disse que teria acesso a informações de satélite dos EUA. Ele afirmou ainda que estaria disposto a responder a perguntas a respeito das informações em troca de dinheiro. Ele concordou em transmitir informações regularmente e pediu para obter um passaporte israelense.
Uma semana depois, o FBI pediu informações de satélite a Nozette e lhe entregou uma lista de perguntas a respeito. Os agentes pagaram US$ 2.000 [cerca de R$ 3.420] ao cientista. Posteriormente, os agentes do FBI pediram por mais informações, que também foram fornecidas, em troca de um pagamento de US$ 9.000 [cerca de R$ 15.300].

Astrônomos descobrem 32 planetas fora do Sistema Solar

Astrônomos anunciaram nesta segunda-feira (19/10/2009) a descoberta de 32 novos exoplanetas - assim chamados por estarem fora do Sistema Solar.

Segundo os cientistas, os exoplanetas têm tamanhos que variam de cinco vezes a massa da Terra a até entre cinco a dez vezes a massa de Júpiter, o maior planeta do nosso sistema.

Para identificar os corpos celestes, os cientistas do European Southern Observatory, trabalhando no observatório de La Silla, no Chile, utilizaram um instrumento de rastreamento muito sensível, o espectômetro Harps (sigla de High Accuracy Radial Velocity Planet Searcher, ou "rastreador de planetas por velocidade radial de alta precisão", em tradução livre).

A descoberta - que eleva o número de exoplanetas conhecidos para mais de 400 - deixou os astrônomos entusiasmados porque indica que pode haver inúmeros planetas de pouca massa para os padrões astronômicos, como a Terra, em nossa galáxia.

"A partir (dos nossos) resultados, sabemos agora que pelo menos 40% das estrelas do tipo solar têm planetas de pouca massa. Isso é realmente importante, porque significa que planetas com pouca massa estão em toda a parte, basicamente", explicou Stephane Udry, da Universidade de Genebra, na Suíça.

"O que é muito interessante é que modelos estão prevendo (os planetas), e nós estamos encontrando (os planetas), e além disso, os modelos estão prevendo ainda mais planetas de massas menores, como a Terra".

Tamanhos
O Harps usa um método indireto de detecção que indica a existência de planetas a partir da forma como sua gravidade faz com que uma estrela-mãe pareça piscar em seu movimento pelo céu.

Para detectar os exoplanetas, a astronomia está trabalhando no limite da tecnologia atual. A maioria dos que foram encontrados até agora são do tamanho de Júpiter ou maiores.

O instrumento Harps, no entanto, está sendo usado para verificar estrelas pequenas, relativamente frias, na esperança de encontrar planetas de baixa massa, aqueles com maior probabilidade de se parecer com os planetas rochosos do nosso Sistema Solar.

Dos 28 planetas conhecidos com massas com menos de 20 vezes a massa da Terra, o Harps já identificou 24 e seis destes estão no grupo anunciado recentemente.

"Temos dois candidatos com cinco vezes a massa da Terra e dois com seis vezes a massa da Terra", afirmou Stephane Udry.

Anteriormente, o Harps já tinha identificado um objeto que tinha apenas duas vezes a massa da Terra.

Os cientistas buscam encontrar planetas rochosos que orbitem uma "área habitável" ao redor de uma estrela - ou seja, uma região do espaço em que o planeta tenha temperaturas em uma faixa que poderia abrigar a presença de água em estado líquido.

Cientistas acreditam que a introdução de novas tecnologias, mais sensíveis, vai permitir que eles identifiquem estes objetos dentro de apenas alguns anos.